Consumo de energia elétrica bate recorde com 15 anos

  • 08 outubro 2025, quarta-feira
  • Energia

FOTO MICHAEL POINTNER/ UNSPLASH

O consumo de energia elétrica em Portugal voltou a crescer em setembro, com uma variação homóloga de 2,2 %, ou 1,4 % considerando os efeitos da temperatura e do número de dias úteis, fez saber a REN em comunicado

No acumulado de janeiro a setembro, o consumo totalizou 39,2 TWh, o valor mais elevado de sempre no sistema nacional para este período, superando em 0,8 % o anterior máximo, registado em 2010. Face ao mesmo período do ano passado, o crescimento é de 2,6 %, ou 2 %, com correção da temperatura e dias úteis.

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, a produção renovável abasteceu 70 % do consumo, com destaque para a hidroelétrica (28 %), a eólica (24 %), a solar (13 %) — que cresceu 25 % face ao ano anterior — e a biomassa (5 %). A produção a gás natural representou 14 % do consumo, enquanto os restantes 16 % corresponderam a energia importada. Os índices médios de produtibilidade foram de 1,38 para a hidroelétrica, 1,02 para a eólica e 0,89 para a solar.

Com condições particularmente favoráveis à produção eólica, setembro registou um índice de produtibilidade de 1,37. A produção hidroelétrica esteve próxima da média, embora com menor relevância por se tratar ainda de um mês de verão. Já a produção solar enfrentou condições menos favoráveis, com um índice de 0,95. No conjunto, a produção renovável abasteceu 57 % do consumo e a produção não renovável 17 %, enquanto os restantes 26 % foram assegurados por importações.

No mercado de gás natural, setembro registou uma evolução positiva, com um crescimento homólogo de 18 %, impulsionado pelo segmento de produção de energia elétrica, que mais do que duplicou face ao mesmo mês do ano anterior. Em contraste, o segmento convencional, que inclui os restantes consumidores, registou uma quebra de 3,4 %.

No final do terceiro trimestre, o consumo acumulado de gás natural apresenta uma variação homóloga de 13 %, resultado de um crescimento de 132 % no segmento de produção de eletricidade e de uma contração de 8 % no segmento convencional.

Durante o mês de setembro, o abastecimento nacional foi assegurado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines. A interligação com Espanha voltou a registar um saldo exportador, equivalente a cerca de 7 % do consumo nacional. Nos primeiros nove meses do ano, o sistema nacional tem sido abastecido quase exclusivamente a partir do terminal de Sines, com origem maioritariamente na Nigéria (49 %) e nos Estados Unidos (39 %).

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