Transportes: G3 e REN estreiam certificação nacional de biometano

FOTO SITE G3
João Guilherme Oliveira
O setor dos transportes em Portugal continental conta, pela primeira vez, com biometano certificado através de Garantias de Origem (GO) emitidas em território nacional. A operação foi realizada pela Rede Eléctrica Nacional (REN), na qualidade de Entidade Emissora de Garantias de Origem (EEGO), e atribui o pioneirismo deste registo à empresa portuguesa G3 | Go Green Gas.
As Garantias de Origem funcionam como certificados eletrónicos que atestam junto do consumidor que a energia utilizada provém de fontes renováveis. Até agora, este tipo de certificação para o biometano no mercado nacional dependia de mecanismos externos, passando agora a estar integrado na plataforma oficial da EEGO.
Resposta à descarbonização do transporte pesado
Especializada em soluções de mobilidade a gás para frotas pesadas de mercadorias e passageiros, a G3 já tinha sido a primeira empresa a comercializar biometano em Portugal, no ano de 2023. Com este passo, a energética passa a validar a sustentabilidade do seu produto diretamente no sistema centralizado do país.
Segundo Joaquim Marques, CFO e responsável pelas operações da G3, a medida traduz-se num "passo concreto" para acelerar a descarbonização do transporte rodoviário, alinhando a operação da empresa com as exigências de reporte e sustentabilidade dos clientes.
Plataforma nacional ganha projeção europeia
O alargamento da atividade da EEGO ao setor dos gases renováveis arrancou em junho de 2024. Pouco depois, em novembro do mesmo ano, a integração da entidade na Association of Issuing Bodies (AIB) e no sistema europeu (European Energy Certificate System) abriu as portas à transnacionalidade destes títulos.
Isabel Fernandes, diretora de Serviços de Energia da REN, sublinha que o sucesso desta primeira operação demonstra a "maturidade e robustez" do sistema português. A responsável destaca ainda que o processo comprova a capacidade de interligação entre o mercado nacional e os congéneres europeus, facilitando a circulação e o reconhecimento mútuo de certificados de energia verde entre os países aderentes.
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