Consumo de eletricidade aumenta 2,4 % em abril

FOTO PEXELS/ PIXABAY

O consumo de energia elétrica em Portugal registou em abril um crescimento homólogo de 2,4 %, ou de 1,7 % quando considerados os efeitos da temperatura e do número de dias úteis, segundo dados da REN

Nos primeiros quatro meses do ano, o consumo mantém uma trajetória de crescimento, com um aumento de 3,5% face ao período homólogo anterior, ou de 3,4 % com correção daqueles efeitos.

Os índices de produtibilidade situaram-se abaixo da média histórica (1), com maior impacto na hidroelétrica, que registou um índice de 0,57. A produção eólica apresentou um índice de 0,72 e a solar de 0,84. No conjunto, a produção renovável abasteceu 60% do consumo nacional de eletricidade, enquanto a produção não renovável representou 14 %. Os restantes 26 % do consumo foram assegurados com recurso à importação.

No acumulado do ano, entre janeiro e abril, a produção renovável abasteceu 76 % do consumo, repartida pela hidroelétrica (34 %), eólica (29 %), fotovoltaica (8 %) e biomassa (5 %). Neste período, o índice de produtibilidade hidroelétrica situa-se em 1,32, o eólico em 1,06 e o solar em 0,71. A produção a gás natural representou 16 % do consumo, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro assegurou os restantes 8 %.

No mercado de gás natural, manteve-se em abril a tendência de crescimento do consumo observada nos últimos meses, com um aumento homólogo de 16 %. Este crescimento foi impulsionado pelo segmento de produção de energia elétrica, que registou um aumento de 94% face ao mesmo mês do ano anterior. Em sentido contrário, o segmento convencional, que abrange os restantes consumidores, registou uma contração de 1,3 %.

O abastecimento do sistema nacional foi efetuado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, com gás proveniente sobretudo da Nigéria (62%) e dos Estados Unidos (38 %). Através das interligações com Espanha registou-se um movimento exportador equivalente a cerca de 26 % do consumo nacional de eletricidade.

No final de abril, o consumo acumulado anual de gás natural apresenta um crescimento homólogo de 14 %, resultado de um aumento de 60% no segmento de produção de energia elétrica. O segmento convencional registou uma redução residual de 0,1 %, mantendo-se praticamente em linha com os valores do ano anterior. Entre janeiro e abril, o terminal de Sines abasteceu 88 % do consumo nacional de gás, com origem maioritariamente na Nigéria (50 %), nos Estados Unidos (42 %) e na Rússia (8 %), sendo os restantes 12 % assegurados através das interligações com Espanha.

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